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Hier encore…

Nem sei bem o que escrever… já faz tempo… a dor não minimiza com os dias, mas é como dizem a vida continua e, principalmente, as crianças demandam muita atenção. Assim passam as horas e quando chega a noite, a dor sufoca o peito, parece que vai explodir, tudo que deixou de ser dito ou vivido é um fantasma que assombra. Se houvesse ao menos mais uma vez… mas os sonhos reconfortam a ausência na manhã seguinte. E uma nova jornada começa. 

Por aqui a neve já se instalou, o frio é muito mais suportável do que eu imaginava (pelo menos por enquanto) e como as crianças adoram a neve… Michel Albert não pode ver um montinho acumulado que se joga e Mira Serena que antes não queria ir andando pra escola agora faz questão de ir correndo, o tempo todo brincando e se divertindo. Ela já está aprendendo a patinar com o pai que, aliás, dizem que dá um show no gelo.

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Pra tudo tem uma primeira vez

Esta é a primeira vez que entro em uma lan house, muito estranho… na verdade o lugar é bem sombrio e os computador muito sujo. Nunca pensei que fosse ter nojo de usar um teclado, mas agora estamos nos desligando temporariamente do mundo e essa foi a melhor opção para dar notícias.
Chegamos em São Paulo, com partido marcada para quinta-feira (22/05), rumo ao nosso sonho e à uma nova vida. Com certeza sentiremos muita saudades das pessoas que ficarão por aqui.
Há um porta que, um dia, descreveu muito bem o sentimento dessa grande jornada que estamos traçando, e me vejo a pensar “nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi”. Além é claro de encerrar essa vida nômade que temos tido nos últimos seis meses. Chega de carregar malas de um lado pro outro!!!!
Então, fico por aqui e o próximo post será já em terras geladas, que nessa época nem são tão geladas assim. 

Passados dois meses de tantas histórias, comecei a pensar no sentido da solidão. Um estado interior que não depende da distância nem do isolamento, um vazio que invade as pessoas e que a simples companhia ou presença humana não podem preencher, solidão foi a única coisa que eu não senti, depois de partir. Nunca. Em momento algum. Estava, sim, atacado de uma voraz saudade. De tudo e de todos de coisas e pessoas que há muito tempo não via. Mas a saudade às vezes faz bem ao coração. Valoriza os sentimentos, acende as esperanças e apaga as distâncias. Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só.
Amyr Klink

 

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Ai, ai…

Que desespero, quase que eu jogo a toalha… mas era só o primeiro dia, sei que eu não desisitiria tão fácil. Afinal, preciso aprender a controlar a minha ansiedade e nada melhor do que trabalhos manuais para tranquilizar.

Então, comecei modelando as flores… com muita dificuldade fui colocando as pétalas – uma por uma – sabia que não estava muito bonito, mas só quando eu olhei para todos os outros alunos e que eu descobri que estava tão feio. TRÈS BIZARRE!

Hoje, segundo dia de aula: começamos a trabalhar com os bocos de confeitar, que legal, me senti realizada. E criei uma nova técnica para um maior aproveitamento na aula… não reparo mais no trabalho dos outros. Mudei os meus padrões que agora são meus mesmos.

Esta noite vou iniciar a lição de casa, acho que quem vai adorar essa história é a Mira Serena, que vai amar brincar de “massinha” com a mãe.

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Recomeçar

“mas louco é quem me diz e não é feliz…

eu sou feliz!!!!”

Ontem começou, o início de uma nova vida… fiz a minha primeira insersão no mundo da gastronomia, estou fazendo meu primeiro curso. Algo bastante simples, mas não menos saboroso: Docinhos para festas. O melhor é que no último dia de aula a gente ainda leva marmita pra casa (rsrs).

Me senti em uma nova vida, uma dimensão até então para mim desconhecida, outros desejos, outros sonhos, novas ambições. Isso será maravilhoso.

A verdade é que eu não poderia contradizer minhas próprias palavras, “que tédio seria fazer a mesma coisa a vida toda”.

Com toda essa ansiedade e perspectiva de um futuro promissor, apenas algo me dá um friozinho na barriga, um nó no estômago… o idioma e eu si também que em muitos momentos fico fugindo, porque este é o meu maior medo. Mas não tem jeito, é preciso enfrentar o mostro e dominá-lo.

Sem dúvidas vou sentir muita falta da política, mas não seja por isso… me aguardem!!!

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