Arquivo para Agosto, 2008

Há quem acredite em milagres…

É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar

É isso aí
Há quem acredite em milagres…

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Parc-nature de l’île-de-la-visitation

Domingo eu fujo da academia e aproveito para conhecer os parques da cidade. A cada visita uma nova surpresa com a natureza exuberante. Imagino que nem mesmo as fotos, que não resito em tirar, são capazes de transmitir com fidelidade tamanha beleza.

Assim que cheguei me deparei com o meu primeiro museu a visitar em Montréal. Pequenino, muito bem organizado e com guias para explicar a exposição que se consiste em uma réplica da primeira magasin général (se é que eu entendi direito). Nem havia pensado em entrar, mas ao passar pela porta um simpático senhor que se encontrava nas escadas me chamou para visitar o muséu.  
                                   

Segui a caminhada pela ponte, rumo às ruínas do que me pareceu ter sido uma fábrica de farinha, depois descobri que o lugar é conhecido como os moinhos du Sault-au-Récollet e que estiveram em pela atividade de 1726 à 1960. Tudo muito bem conservado e organizado para a visitação.

    

      

Eu estava caminhando para a ilha e ao entar na primeira trilha erma, cheia de lama (no dia anterior choveu muito) um senhor de seus 70 anos me parou para conversar. Ai, ai, tem coisas que só acontecem comigo – ninguém fica abordando o Rogerio pelas ruas – e me lembrou a titia que esses dias me perguntou se as pessoas se cumprimentam pela rua. Eu disse que não, mas tô coeçando a achar que comigo sim. A história é a seguinte, sabe quando a gente vê uma coisa extreordinária e fica desesperado para contar pra alguém e compartilhar o acontecimento? Acho que foi isso que aconteceu.
Ele me contou que tinha visto uma determinada espécie de passarinho (pela alegria dele imagino que rara), como eu disse que não conhecia ele começou a me explicar os detalhes das aves (cores, tamanho, diferença entre macho e fêmea). Então ele havia visto um casal desses passarinhos que ficaram bem próximos dele e cantaram, gritaram… foi uns 10 minutos nessa história. Acho que ele nem percebeu que eu mal falava francês, porque ele ria eu ria e dizia: – Nossa! Que interessante! Que legal! Que bonito! Nos despedimos e continuei minha caminhada.
     

O passeio terminou com uma agradável surpresa, enquanto eu estava parada descansando um pouco e pensando qual seria o melhor caminho pra voltar pra casa… eis quem chega aos meus pés… confesso que cheguei a ficar com medo dele subir em mim.

Fim de tarde volto pra casa, não resisti em comprar mais algumas coisinhas para a incrementar a cozinha e me lançar em minha mais nova descoberta: cupcakes!!! Depois virão as fotos, pena que não dá pra mandar pelo correio.

Se alguém quiser mais alguma informação do parque ou ver mais fotos ée só visitar o site oficial (em francês).

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Uma nova fruta

Como dizem que nesse mundo nada se cria, tudo se copia, fiz uma busca básica no google pra contar um pouquinho sobre a Blueberry (em inglês), bleuet (em francês) e a versão brasileira é conhecida como mirtilo. É uma fruta originária da América do Norte, pequenina, menor que uma uva e tem a cor azul escura.
Durante a segunda Guerra Mundial, diz-se que os pilotos britânicos comiam a fruta antes de vôos noturnos. Eles acreditavam que, devido à característica de seu pigmento que age de maneira benéfica aos olhos, enxergavam melhor os alvos inimigos.
A bleuet foi objeto de um estudo divulgado no “Journal of Neuroscience”, em que ratos ‘idosos’ alimentados com o equivalente para o homem a meia xícara de blueberry tiveram melhoria considerável no equilíbrio, na coordenação motora e na memória. A blueberry é rica em vitamina K, importante para a coagulação do sangue, para os ossos e rins. Como se não bastasse, suas propiedades antioxidantes, apontadas por pesquisadores, foi tema de reportagem da revista americana “Health”.
Utilizada em tortas, bolos, doces, geléias, licores. Dizem ainda que ao natural é perfeita para acompanhar carnes de caça. Eu preferi, para uma primeira tentativa, ficar com os tradicionais muffins. Pelo resultado final, foi uma excelente opção.  

Muffins aux bleuets et citron

2 ½ xícaras (290g) de farinhade trigo
1 xícara (225g) de açúcar
2 colheres de chá (10g) de fermento em pó
1 colher de chá (5g) de bicarbonato de sódio
½ colher de chá (2g) de sal
½ xícara (125g) de manteiga ou margarina
1 xícara (250ml) de iogurte natural
2 ovos batidos
2 colheres de sopa (30ml) de raspas de limão
1 ¼ xícara (315ml) de blueberry fresca ou congelada

Pré-aquecer o forno à 200°C.
Em uma vasilha grande, misture juntos a farinha, o açúcar, o fermento, o bicarbonato e o sal. Junte a manteiga (ou margarina) e misture bem (com as mãos, como massa de torta) até que fique com granuloso.
Em outra vasilha, coloque o iogurte, os ovos e as raspas de limão. Junte aos outros ingredientes secos e mexa bem.
Acrescente as blueberries.
Colocar a massa em formas de muffins untadas e assar por 20 à 25 minutos ou até que estejam cozidos e dourados.

Essa receita eu peguei do site recettes quebec e é de autoria da Cindy.

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