Arquivo para Maio, 2008

Nous arrivons!!! (será que isso tá certo?)

Ai, ai o francês… sabe aquela coisa de índio? mim quer apito! Acho que o meu francês vai daí pra pior, rsrs. Mas essas coisas se resolvem com o tempo. Amanhã faremos nossai inscrição no curso de francisação. A próxima turma irá começar somente em agosto, devido às férias. Tudo mundo quer aproveitar os poucos meses de sol.
Falando em sol, aqui tá um calorão agora. Até já aconteceu umas duas noites de acordar por causa do calor. De manhã geralmente está frio (uns 8 graus), mas tudo suportável, tanto que um moleton resolve. O único problema é que venta muito e nessa temperatura… já viu, fica mais frio ainda.
Primeiras impressões: a cidade é completamente plana, repleta de árvores, verde, parques, pouquíssimos prédios altos. A maioria dos prédios tem até 3 andares ou será 4 e há também muitas, mas muitas mesmo casa duplex, que se dividem em térreo, piso superior e subsolo. As pequeninas grades que há envolta os imóveis é apenas para impedir que a neve se acumule nas calçadas. O centro é lindo, uma metrópole com cara de cidade do interior.
Impressionate mesmo pra mim é o supermercado (ha ha ha), todas as embalagens são enormes. Tipo papel higiênico, esqueça aquela coisa de pacote com 4, aqui é com 16, 32 e sei lá quantos mais. O pote de Nutella – 750 grs. E a variedade de coockies, bolinhos, refrigerante, iogurte…
Ainda não saímos muito, essa é a semana da burocracia. Estamos correndo atrás dos documentos, reunião no ministério de imigração.
Vou deixar mais novidades para o próximo post e as fotos também, já é tarde e as crianças não perdem a hora.

Preciso aproveitar para agradecer os amigos Erasmo e Elaine que nos receberam em sua casa com muito carinho e aos novos amigos Mohamed e Fabrícia que também têm ajudado bastante na nossa adaptação.

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Pra tudo tem uma primeira vez

Esta é a primeira vez que entro em uma lan house, muito estranho… na verdade o lugar é bem sombrio e os computador muito sujo. Nunca pensei que fosse ter nojo de usar um teclado, mas agora estamos nos desligando temporariamente do mundo e essa foi a melhor opção para dar notícias.
Chegamos em São Paulo, com partido marcada para quinta-feira (22/05), rumo ao nosso sonho e à uma nova vida. Com certeza sentiremos muita saudades das pessoas que ficarão por aqui.
Há um porta que, um dia, descreveu muito bem o sentimento dessa grande jornada que estamos traçando, e me vejo a pensar “nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi”. Além é claro de encerrar essa vida nômade que temos tido nos últimos seis meses. Chega de carregar malas de um lado pro outro!!!!
Então, fico por aqui e o próximo post será já em terras geladas, que nessa época nem são tão geladas assim. 

Passados dois meses de tantas histórias, comecei a pensar no sentido da solidão. Um estado interior que não depende da distância nem do isolamento, um vazio que invade as pessoas e que a simples companhia ou presença humana não podem preencher, solidão foi a única coisa que eu não senti, depois de partir. Nunca. Em momento algum. Estava, sim, atacado de uma voraz saudade. De tudo e de todos de coisas e pessoas que há muito tempo não via. Mas a saudade às vezes faz bem ao coração. Valoriza os sentimentos, acende as esperanças e apaga as distâncias. Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só.
Amyr Klink

 

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De malas quase prontas

Há tanto tempo sem escrever, agora sento aqui com tantas coisas a serem ditas mas sem palavras e pressionada pelo tempo que agora está, literalmente, nos atropelando… mas que coisa maravilhosa esse frio na barriga que apareceu desde compramos as passagens (22 de maio). Agora contamos as horas, em breve os minutos.
Foi durante esses últimos meses que a cada instante vivido tive para a tranquilidade de minha alma uma frase que me acompanhou por toda esta jornada.

“Sempre que houver alternativas, tenha cuidade. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo socialmente aceito, pelo honroso. Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar. Opte por aquilo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências” – Osho

Esses dias o Rogerio me mostrou uma música e disse que era o que representava este momento em nossa vida… acredito que os momentos de nossa vida são escritos em músicas e melodias para que sejam eternizados… E penso na família maravilhosa que estamos construindo e no futuro!!!

Exército De Um Homem Só
Engenheiros do Hawaii

Não importa se só tocam
o primeiro acorde da canção
a gente escreve o resto
em linhas tortas
nas portas da percepção
em paredes de banheiro
nas folhas que o outono leva ao chão
em livros de história
seremos a memória dos dias que virão
(se é que eles virão)
não importam se só tocam
o primeiro verso da canção
a gente escreve o resto
sem muita pressa
com muita precisão
nos interessa o que não foi impresso
mas continua sendo escrito à mão
escrito à luz de velas
quase na escuridão
longe da multidão
não importa se só ouvem
a primeira nota da canção
a gente escreve o resto
e o resto é resto
é falsificação
é sangue falso, bang-bang italiano
suíngue falso, turista americano
livres dessa estória
a nossa trajetória não precisa explicação
(e não tem explicação)
somos um exército
(o exército de um homem só)
no difícil exercício de viver em paz
somos um exército
(o exército de um homem só)
sem fronteiras,
sem bandeiras para defender
não interessa o diário da corte
não interessa o que diz o rei
(se no jogo não há juiz
não há jogada fora da lei)
não interessa o que diz o ditado
não interessa o que o estado diz
nós falamos outra língua
moramos em outro país
somos kamikazes
incapazes de ir à luta
somos quase livres
isso é pior do que a prisão
somos um exército
(o exército de um homem só)
um bando de vampiros
que odeiam sangue
sem fronteiras
sem bandeiras para defender
somos um exército
(o exército de um homem só)
nesse exército
(o exército de um homem só)
todos sabem que tanto faz
ser culpado ou ser capaz
… tanto faz …

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